Storytelling

Storytelling: Persuasão e engajamento em Apresentações

By 15 de maio de 2016 No Comments
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Por que utilizar o storytelling em apresentações corporativas? Se fossemos responder esta pergunta de uma forma simples, a resposta provavelmente seria: “DON’T BE BORING!” (Não seja Chato!), em caixa alta e com uma bela exclamação ao final. OK! É claro que a resposta pode até não ser tão simples, mas certamente o crescimento do uso de conceitos de Storytelling (contar histórias) no mundo corporativo está centrado na necessidade de não entediar a audiência.

Como Robert McKee e Bronwyn Fryer colocam “a persuasão é um elemento chave nas atividades comerciais”, marcas e empresas se vistas através de uma alegoria: são formas vivas, que carregam conceitos, identidade e são marcadas por histórias próprias. Logo, num mundo de saturação de informações, no qual a atenção das pessoas é um recurso limitado, não há melhor caminho para os corações e mentes dos diversos públicos de uma corporação do que engaja-los as suas histórias e identidade. Neste contexto, a apresentação corporativa é uma mídia válida e tão valiosa, quanto, tantas outras. Storytelling e apresentações

storytelling-apresentacao-corporativaNão se engane uma apresentação, não importa a natureza do assunto ou o campo no qual se insere, nunca é apenas um ato de passar informações. Uma apresentação, tal como o nome sugere é um ato performático e requer habilidades comunicativas que podem e devem fazer uso de técnicas de campos artísticos (Cinema, literatura, teatro…) para engajar a audiência a uma dada proposta.

Assim, como já sabemos a prática de contar histórias não é nova para humanidade, na verdade é uma prática universal e milenar (toda sociedade no mundo conta histórias) e, de certa forma, não é nova para o campo empresarial também. Pelo contrário, a base do Storytelling, enquanto ferramenta de comunicação já aparecia transvestida em outras nomenclaturas/conceitos – como no principio de marketing AIDA (Attention, Interest, Desire, Action), criado em 1898 por Elias St. Elmo Lewis. Lembra? É aquele modelo tão falado nas aulas e livros de Marketing.

Bem, o uso de técnicas de Storytelling numa apresentação segue (de forma geral) a mesma sequência de princípios do AIDA, ou mesmo, dos atos de uma peça teatral: No início da apresentação é necessário criar uma boa primeira impressão, um fio condutor potente que irá atrair a atenção da audiência; num segundo ato/momento da apresentação é necessário desenvolver o assunto de forma a manter o interesse do público (causar drama ou comédia podem ser recursos) e o ato final ou conclusão deve consolidar a mensagem da apresentação, gerando desejo e ação – que pode ser a adesão às ideias propostas, compra por produtos oferecidos etc. Pegando um exemplo, um dos mais conhecidos executivos do mundo nas últimas décadas, Steve Jobs (fundador da Apple). Além de visionário, inventor e revolucionário Jobs foi a grande voz que a marca Apple precisava para consolidar sua imagem, filosofias e posto como uma das maiores empresas do mundo. Além disso, a Apple tem um universo rico de histórias e cases que levam pessoas a comprarem não apenas um produto da marca, mas adotarem um estilo de vida. Quem compra os seus produtos (iPhone, iPod…) busca qualidade e alta tecnologia, e também uma séries de valores (sentimentos) agregados, que levam o consumidor a optar/decidir pela Apple. Neste cenário, muitos dos valores formados em torno da marca estão atrelados às apresentações corporativas, bem narradas e construídas por Jobs (em especial) nos eventos MacWorld. Por isto, não importa a história que será contada, para que ela seja uma boa história você precisa fazer a audiência se importar. “Make me care”, Andrew Stanton (cineasta dos estúdios Pixar).